Em documento ao Ibama, estatal detalha medidas para reduzir riscos na perfuração do bloco FZA-M-59
Foto: Click Petróleo e Gás
Foto: Click Petróleo e Gás
Nesta sexta-feira (17/10/2025), a Petrobras encaminhou ao Ibama ofício no qual informa que destinará R$ 46,7 milhões para programas ambientais associados à perfuração de um poço no bloco FZA-M-59, localizado na Margem Equatorial (Foz do Amazonas). O aporte compõe o conjunto de exigências para autorização ambiental da operação.
Desdobramentos do ofício e valores divulgados
No documento, a estatal detalha que o custo total do empreendimento, contemplando implantação, seguro, licenciamento e mitigação, será de R$ 793,2 milhões.
Do montante geral, R$ 46,7 milhões correspondem aos programas ambientais — cerca de 6% do total.
Essas ações incluem monitoramento marinho, plano de resgate de fauna, controle de poluição, gerenciamento de resíduos e capacitação técnica.
Reunião com o Ibama: sinal verde para prosseguir?
No encontro ocorrido em 15 de outubro, técnicos da Petrobras prestaram esclarecimentos aos técnicos do Ibama, justificando pontos pendentes da Avaliação Pré-Operacional (APO).
Segundo notícia veiculada pela mídia, o órgão ambiental teria considerado que “todos os pontos foram esclarecidos e que foram suficientes para dar seguimento ao processo.”
Agora, o Ibama sinaliza que a licença ambiental para a perfuração pode vir em breve, dependente apenas de ausência de novos entraves técnicos ou jurídicos.
Margem Equatorial e os riscos ambientais em foco
A Margem Equatorial — trecho que vai do Oiapoque ao litoral norte potiguar — guarda grandes expectativas de descobertas petrolíferas em bacias pouco exploradas.
O poço “Morpho”, previsto no bloco FZA-M-59, está posicionado a cerca de 175 km da costa do Amapá.
Ambientalistas apontam que a complexidade marítima da região exige mais do que o mínimo necessário: simulações robustas de vazamento, modelos de dispersão e garantias de contenção eficientes.
Política, regulação e pressão legislativa
Parlamentares já criaram uma frente para acompanhar a exploração na Margem Equatorial, pressionando por transparência e requisitos rigorosos do licenciamento.
Também existe tensão entre o impulso para acelerar novos projetos e a necessidade de controle ambiental rigoroso, devido ao risco de impactos ecológicos, inclusive em áreas marinhas sensíveis.
Possíveis consequências para sociedade e meio ambiente
Se obtida a licença e confirmada a perfuração, o projeto poderá ampliar as reservas de petróleo brasileiros e reforçar a produção nacional.
Entretanto, vazamentos ou falhas na mitigação podem gerar danos ambientais graves, afetando biodiversidade, pesca costeira e ecossistemas sensíveis.
A sociedade deverá acompanhar o processo regulatório e exigir transparência nos monitoramentos e nos resultados de controle ambiental. Esse caso pode se tornar referência para futuras perfurações em fronteiras críticas no Brasil.
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