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Ciro Gomes rompe com o PDT e mira alternativa oposicionista de direita à Lula

 
Ex-pedetista sinaliza virada de rota política e possível aliança com siglas de centro-direita
Foto: Divulgação

Nesta sexta-feira (17/10/2025), Ciro Gomes anunciou oficialmente sua saída do PDT após uma década de filiação, enviando carta à direção nacional. A guinada estratégica reacende especulações de que ele tentará disputar a presidência contra Lula por partidos de centro-direita ou direita, reconfigurando o tabuleiro político da eleição de 2026.

Por que Ciro rompeu com o PDT?

O anúncio foi confirmado com o envio de carta a Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, manifestando insatisfação quanto à condução interna e alinhamentos com o governo petista

Fontes apontam que o incômodo de Ciro vinha crescendo por decisões partidárias que o teriam marginalizado em debates estratégicos e na definição de candidaturas em estados. 

Estudos e colunistas já haviam alertado para desgaste de sua liderança dentro do PDT desde 2023, quando ele começou a criticar concessões partidárias ao petismo. 

Destino político: direita, centro ou isolamento?

A saída do PDT coloca Ciro em busca de novo abrigo partidário. Os nomes mais citados para possível filiação são PSDB e União Brasil. 

O desafio é driblar o histórico de posicionamentos de esquerda e reafirmar credibilidade em legendas com perfil mais liberal ou conservador. Suposições são de que ele buscará discurso de unidade contra o lulismo, abraçando eleitores descontentes com o cenário polarizado.

Para especialistas, o teste será mostrar que pode agregar além do viés ideológico: demonstrar capacidade de articulação, estrutura partidária competitiva e apoio regional relevante.

Reordenamento no PDT e reações do campo político

Com Ciro fora, o PDT pode voltar os olhos para Roberto Requião como postulante presidencial, trazendo de volta uma ala histórica do partido.

Enquanto isso, lideranças do PSDB e União Brasil estudam os prós e contras de bancar um nome com trajetória controversa, mas com alto reconhecimento público e capacidade de polarizar.

No Congresso, o movimento pode gerar ajustes de alianças regionais e pressionar partidos de centro a reassessarem seus quadros e estratégias para 2026.

O que muda para o eleitor e para o tabuleiro eleitoral

Para o eleitor, a saída de Ciro do PDT e sua possível candidatura pela direita oferecem uma alternativa de ruptura com a polarização tradicional. O risco é, porém, sua corrida marginalizar-se caso não agregue novas forças.

Politicamente, a disputa presidencial poderá sofrer reviravoltas, com realinhamentos de eleitores moderados e formação de blocos híbridos entre centro e centro-direita.

Em última instância, Ciro poderá ser o efeito surpresa que ressignifica alianças eleitorais, base partidária e o debate sobre caminhos “fora do binário Lula-Bolsonaro”.

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