Presidente afirma que o Brasil deve manter postura soberana e nunca mais aceitar imposições externas de qualquer potência
Getty Images/Reuters
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PORTAL ATIVO — O quê: declaração sobre independência continental; Quem: Luiz Inácio Lula da Silva; Quando: 18 de outubro de 2025; Onde: Brasília; Por quê: reafirmar a soberania do Brasil e a autonomia da América Latina em meio às tensões geopolíticas globais.
Declaração que ecoa além das fronteiras
Durante um evento com representantes latino-americanos, o presidente Lula reforçou que o Brasil deve “sonhar com um continente independente” e não aceitar mais a postura de submissão diante de potências estrangeiras. O discurso foi interpretado por analistas como uma crítica direta à política de influência norte-americana sobre países da região.
Contexto geopolítico e histórico
Desde a Guerra Fria, a América Latina tem sido palco de disputas de influência entre grandes potências. A fala de Lula resgata o ideal integracionista da Unasul e o princípio da autodeterminação dos povos, retomando a tradição da diplomacia independente brasileira — consolidada nas gestões anteriores do próprio presidente.
Relação com Trump e a direita internacional
Ao mencionar que “nunca mais um presidente estrangeiro falará grosso com o Brasil”, Lula acena para um novo reposicionamento global. Analistas apontam que a declaração funciona como contraponto à retórica agressiva de Donald Trump e à postura submissa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente reproduzia o discurso trumpista.
Projeção internacional do Brasil
Com essa linha de discurso, Lula reforça o papel do Brasil como voz ativa em fóruns multilaterais e na defesa de uma ordem internacional mais equilibrada. O país volta a atuar como mediador e interlocutor entre economias emergentes e potências tradicionais, reafirmando sua autonomia estratégica.
Reações e análises
Especialistas em relações internacionais afirmam que o tom do discurso reflete confiança política e consolidação do Brasil como liderança regional. Segundo eles, “Lula adota o papel de estadista latino-americano”, combinando pragmatismo econômico e defesa da soberania nacional.
Fontes
• Agência Brasil — cobertura do discurso presidencial (18.out.2025)
• The Guardian — repercussão internacional
• Instituto de Relações Internacionais da USP — análises sobre diplomacia autônoma
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