Regra mira temas como saúde, finanças e direito, condicionando monetização e alcance à comprovação de qualificação; plataformas terão de fiscalizar
Foto : Ichiro Banno / POOL / AFP
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PORTAL ATIVO — O quê: exigência de diploma/certificação para influenciadores que tratam de temas técnicos; Quem: reguladores chineses e plataformas; Quando: diretrizes reforçadas entre 2022 e 2025; Onde: China; Por quê: reduzir riscos de desinformação e golpes em áreas sensíveis.
Como funcionará a exigência
As autoridades determinaram que criadores e anfitriões de transmissões ao vivo comprovem qualificação antes de falar de medicina, finanças, direito e educação. As plataformas devem validar credenciais, moderar conteúdos e remover aconselhamento técnico sem lastro, sob pena de sanções administrativas.
Saúde e dinheiro: os focos do endurecimento
Em 2025, o foco recaiu sobre perfis de “ciência médica”, diante do aumento de dicas falsas e automedicação induzida. No campo financeiro, a regra atinge “gurus” de investimentos e cripto. A orientação oficial é derrubar conteúdos que simulem autoridade e reforçar avisos de risco.
Comparações internacionais e contexto regulatório
O movimento se soma ao arcabouço chinês de dados e segurança digital, que vem passando por ajustes — inclusive para fluxo transfronteiriço de dados. Embora países ocidentais punam publicidade enganosa, a China avança ao pré-vincular conteúdo técnico a qualificação, encurtando a cadeia entre norma e execução nas plataformas.
Riscos e salvaguardas
Especialistas veem benefício imediato para o usuário, mas alertam: a linha entre aconselhamento técnico e opinião precisa ser nítida. Sem critérios públicos, cresce o risco de overblocking e remoção de conteúdo legítimo. Transparência de critérios e direito de recurso são salvaguardas essenciais.
Fontes
• Regras para lives e conteúdos profissionais (TechCrunch, 22 jun. 2022)
• “Qualificações” obrigatórias para temas sensíveis (Business Insider, 24 jun. 2022).
• Reforço contra dicas médicas enganosas (SCMP, 22 ago. 2025).
• Obrigações de plataformas e criadores (Marketing4eCommerce, 15 out. 2025).
• Base legal e publicidade de influenciadores (Hogan Lovells, 20 mai. 2025).
Desdobramentos
No curto prazo, a tendência é queda do alcance de perfis sem qualificação e mais exigência documental para monetização. A médio prazo, o debate deve migrar para métricas de eficácia e para a linha do escopo: manter a proteção do usuário sem transformar a exigência em filtro de opinião.
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