Julgamento deve ser retomado ainda hoje. O plenário do STF analisa nestsa tarde o recurso que discute a ordem das alegações finais feitas por réus delatores e não delatores em uma ação penal. A sessão foi interrompida no meio do voto do relator, Edson Fachin, porque ministros marcaram audiências. "Absurdo. É como cirurgião largar operação no meio pra tomar sorvete", criticou a jornalista Helena Chagas

247 - O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu na tarde desta quarta-feira (25) o julgamento do recurso que discute a ordem de apresentação das alegações finais por parte de corréus colaboradores e não colaboradores em ação penal. A sessão vai ser retomada ainda hoje - o voto de Fachin tem 25 páginas a serem lidas.
O julgamento tem o poder de anular sentenças da operação Lava Jato, incluindo a do ex-juiz Sérgio Moro que mantém preso há mais de um ano o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A sessão foi interrompida no meio do voto do relator, ministro Edson Fachin, porque ministros marcaram audiências e alegaram precisar atendê-las.
Segundo a jornalista Helena Chagas, do Jornalistas pela Democracia, a interrupção é um absurdo, dada a importância da matéria. "Com isso, adiamento à vista: só vai dar pra votar o relator. Absurdo. É como cirurgião largar operação no meio pra tomar sorvete", criticou.
STF interrompeu sessão no meio do voto de Fachin, num caso de extrema importância, porque ministros marcaram audiências e têm q atender. Nada a ver. Com isso, adiamento à vista: só vai dar pra votar o relator. Absurdo. É como cirurgião largar operação no meio pra tomar sorvete— Helena Chagas (@helenachagas) September 25, 2019
"A lei processual diferencia os momentos do MP e da defesa. Não distingue entretanto o momento de participação entre as defesas em razão de eventual postura colaborativa por parte de uma das partes. Há regra ao contrário, porque entende que o corréu não é assistente de acusação."— JOTA (@JotaInfo) September 25, 2019
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