Reinaldão detonou DD em seu blog no UOL. “Se, depois da reportagem publicada nesta quinta por Folha e pelo The Intercept Brasil, o procurador Deltan Dallagnol continuar à frente da Lava Jato, então será preciso decretar, agora sim, a falência não só da força-tarefa, mas também do Ministério Público Federal, uma vez que até a Procuradoria-Geral da República, como ente, restará desmoralizada. Por quê Contra a lei, Dallagnol investigou, de forma secreta, ao menos dois ministros do Supremo: Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Faltassem outras evidências de que a Lava Jato atuava — atua ainda? — como um Estado paralelo e policial, agora não há mais. Para piorar o quadro: os bravos da força-tarefa, liderados por Dallagnol, primeiro selecionavam os alvos para, então, dar início a uma investigação informal. E, por óbvio, o trabalho se completava com o vazamento para a imprensa não exatamente de informação. Podia ser um simples boato. A Receita Federal acabou fazendo parte da arquitetura criminosa”.
O jornalista desenvolve o raciocínio: “O coordenador da força-tarefa estava interessado em saber detalhes sobre uma reforma havida na casa de Toffoli, que ele chama “apartamento”, evidenciando que não estava suficientemente informado nem sobre o boato. E qual era? O de que o empreiteiro Léo Pinheiro, um dos sócios da OAS, havia arcado com o custo do trabalho”.
E completa: “O objetivo evidente, como se nota, era emparedar dois ministros do Supremo que Dallagnol via como adversários dos altos desígnios da Lava Jato. A ação criminosa, por óbvio, tinha como alvo o próprio tribunal. Já sabemos como esse rapaz fez fama e fortuna com a notoriedade que ganhou. É bom de lábia, já escrevi aqui. Os que não consegue seduzir — como Luiz Fux, Edson Fachin ou Roberto Barroso —, ele submete a seu estado policial paralelo. Ou Dallagnol e seus acólitos deixam a Lava Jato como providência inicial para o resgate da moralidade na força-tarefa, ou não poderá agir também com poderes de polícia quem se tornou um caso de polícia. Sempre haverá um coquetel, bem discreto, como deve ser, na casa de Barroso para consolá-lo”.

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