{ads}

6/recent/ticker-posts

Impasse no Senado: Pressão de Alcolumbre sobre Lula reacende tensão institucional e levanta perguntas incômodas


Atuação do presidente da CCJ expõe disputa por influência no STF e provoca debate sobre os verdadeiros interesses por trás da crise
O presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal


POR FÁTIMA MIRANDA


A crise entre o Senado e o governo federal ganhou novos contornos após a liberação, por Davi Alcolumbre, de vetos presidenciais considerados estratégicos para o Planalto. O gesto, interpretado como retaliação política, expôs um desconforto que vinha se acumulando desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou sua indicação de Paulo Gonet Messias ao Supremo Tribunal Federal — contrariando a preferência de Alcolumbre.

A Constituição brasileira é objetiva: a prerrogativa de indicar ministros ao STF é exclusiva do presidente da República. Ao Senado, cabe sabatinar e votar o nome. Ainda assim, o movimento do presidente da CCJ suscita uma série de questionamentos que o eleitor brasileiro tem o direito — e o dever — de fazer:

Por que Alcolumbre deseja tanto assumir uma prerrogativa que não é sua?
Quem ele pretende proteger ao tentar impor seu próprio indicado ao STF?
Que interesses se escondem por trás dessa pressão atípica e dessa insistência fora do alcance constitucional?
E, sobretudo, que riscos estão ocultos sob esse esforço para influenciar a mais alta Corte do país?

A intensidade com que o senador tem atuado, inclusive liberando vetos que impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros, reforça a percepção de que há muito mais em jogo do que uma simples discordância institucional. As perguntas são inevitáveis — e cada leitor pode tirar suas próprias conclusões.

Esse episódio também reacende uma frustração já bem conhecida pelos brasileiros: a repetição de um padrão que se tornou comum em Brasília. Nas campanhas eleitorais, os discursos são de compromisso com a população. Mas, no exercício do mandato, decisões estratégicas frequentemente parecem atender a interesses particulares, acordos de bastidor ou disputas internas por poder.

O público está cansado desse ciclo. Está cansado de ver lideranças políticas sacrificarem o interesse nacional para fortalecer seus próprios espaços de influência. E o caso atual é simbólico: o embate em torno de uma vaga no STF deveria ser tratado com responsabilidade institucional, não como palco para retaliações.

Com as eleições de 2026 se aproximando, cresce a sensação de que a resposta virá das urnas. A memória política da população tem mostrado força crescente, e parlamentares que optam por agendas próprias — em detrimento do povo que os elegeu — podem sentir o peso do voto consciente.

O impasse entre Alcolumbre e o governo é, ao fim, mais do que uma disputa pelo STF. É um alerta.
É um lembrete de que a democracia exige vigilância, que o papel do eleitor é crítico e que a renovação política depende do julgamento que cada brasileiro fará em 2026.




Reactions

Postar um comentário

0 Comentários