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Corregedoria Prende 5 PMs por Crimes na Chacina da Penha e do Alemão


Investigação com câmeras corporais expõe desvios, furto de arma e violações graves em megaoperação no Rio
Operação policial no Rio de Janeiro (Foto: Reuters)

Uma operação da Corregedoria da Polícia Militar do Rio de Janeiro resultou na prisão de cinco policiais suspeitos de crimes cometidos durante a megaoperação na Penha e no Complexo do Alemão. As investigações, baseadas em imagens de câmeras corporais, apontam envolvimento dos agentes em desvios como furto de fuzil e outras condutas ilegais.​

A ação interna cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Batalhão de Choque, levantando suspeitas de que parte do armamento apreendido poderia ser desviada para o crime organizado. Para entidades de direitos humanos, o caso confirma denúncias de que a operação foi marcada por graves violações.​

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa fluminense acompanha o caso, apontando incompatibilidade entre as práticas identificadas e qualquer política de segurança pública responsável. Relatos anteriores já criticavam o número elevado de mortos e o padrão de atuação em comunidades.​

Em nota oficial, a PM afirmou não tolerar irregularidades e destacou que a Corregedoria atua para identificar e punir desvios internos. A instituição tenta reforçar a mensagem de que ações ilegais de indivíduos não representam a totalidade da tropa.​

Especialistas em segurança pública defendem ampliação do uso de câmeras corporais e transparência na divulgação das investigações. Para eles, o caso ilustra como tecnologias de monitoramento podem ser decisivas para responsabilizar agentes e revisar protocolos.​

Moradores das comunidades afetadas exigem reparação e participação em debates sobre novas diretrizes de policiamento. Organizações sociais pedem políticas que priorizem inteligência, prevenção e redução da letalidade.​

O caso repercute nacionalmente e reforça a pressão por mudanças estruturais nas forças policiais do país. A responsabilização de agentes é vista como passo necessário para reconstruir a confiança entre população e instituições de segurança.​

As apurações continuam sob responsabilidade da Justiça Militar e do Ministério Público, com possibilidade de desdobramentos cíveis e criminais adicionais. O episódio deve influenciar futuras discussões sobre controle externo da atividade policial.​

Fontes: Brasil 247G1PMERJAgência Brasil

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