Estudo do IBGE revela queda da insegurança alimentar grave a 3,2% e saída do Brasil do Mapa da Fome, segundo ministro do Desenvolvimento Social.
Portal Ativo - A divulgação dos dados oficiais em 10 de outubro de 2025 mostra que o Brasil alcançou uma marca histórica no combate à fome. Segundo o ministro Wellington Dias e o IBGE, políticas sociais, ampliação da renda e fortalecimento da agricultura familiar levaram à menor taxa de insegurança alimentar grave registrada no país, confirmando a saída do Brasil do Mapa da Fome.
Dados oficiais e queda da insegurança alimentar
A EBIA/IBGE aponta que a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% entre 2023 e 2024. Esse recuo significa que cerca de 2 milhões de pessoas deixaram a condição de fome em um ano. Além disso, o percentual de domicílios em segurança alimentar subiu de 72,4% para 75,8%, equivalente a 8,8 milhões de pessoas incluídas nessa categoria.
Reconhecimento internacional e saída do Mapa da Fome
Wellington Dias afirmou que o Brasil foi reconhecido internacionalmente por sair do Mapa da Fome da ONU, com indicador abaixo do limiar de 2,5% de população em subalimentação. Ele destacou que “reconquistamos em dois anos o que levou dez anos para alcançar no passado”.
Políticas sociais e estratégias adotadas
Entre as medidas adotadas estão o fortalecimento do Bolsa Família, programas de transferência de renda, estímulo à agricultura familiar e ações de “busca ativa” em municípios para localizar famílias sem benefícios. Segundo Dias: “Quando perde a renda, não volta mais para a fome, volta para o benefício.”
Desafios persistentes e disparidades sociais
Apesar dos avanços, muitos lares ainda enfrentam insegurança alimentar leve ou moderada, especialmente nas regiões mais vulneráveis. Nas famílias afetadas, prevalecem desigualdades por gênero, raça e informalidade. Analistas alertam que fatores como mudanças climáticas, inflação de alimentos e instabilidade econômica podem ameaçar esses ganhos.
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