Do brazukanews
Os hackers da Vaza Jato não são os mesmos hackers que foram presos pela Polícia Federal. Essa é a constatação a partir de um diálogo, divulgado hoje pele revista Veja, entre o editor do The Intercept Brasil, Gleen Greenwald e a sua fonte (anônima).
A fonte que entregou os diálogos da Operação Lava Jato ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do site The Intercept Brasil, negou em conversa no dia 5 de junho que também tenha sido responsável pela invasão ao Telegram do Ministro da Justiça, Sergio Moro. O diálogo foi repassado a VEJA pelo próprio Greenwald.
Na mensagem, o jornalista pergunta à fonte se ela havia lido uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo sobre a invasão ao celular do ministro. O título da matéria dizia que o hacker usou aplicativos do aparelho e trocou mensagens por seis horas. “Posso garantir que não fomos nós”, responde a fonte, em mensagem transcrita de forma literal.
“Nunca trocamos mensagens, só puxamos. Se fizéssemos isso ia ficar muito na cara”, diz a fonte em outra mensagem, antes de criticar o método de ação empregado contra o ministro. “Nós não somos ‘hackers newbies’ [amadores], a notícia não condiz com nosso modo de operar, nós acessamos telegrama com a finalidade de extrair conversas e fazer justiça, trazendo a verdade para o povo.”
“Não somos hackers newbies”
Em uma conversa realizada no dia 5 de junho, a fonte que entregou a Glenn Greenwald os diálogos da Lava-Jato negou ao jornalista ter sido também responsável pela invasão do Telegram de Sergio Moro e classifica a ação como trabalho de amadores (newbies)
5 de junho de 2019
Gleenn – 17:38 – Viu isso? https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/06/hacker-invade-celular-de-moro-usa-aplicativos-e-troca-mensagens-por-seis-horas.shtml
Fonte – 18:01 – Vi agora
Fonte – 18:10 – Com isso a massa vai ficar quente, é bom ter cautela
Fonte – 18:10 – Posso garantir que não fomos nós
Fonte – 18:15 – Nunca trocamos mensagens, só puxamos. Se fizéssemos isso ia ficar muita na cara
Fonte – 18:44 – Nós não somos “hackers newbies” [amadores], a notícia não condiz com nosso modo de operar, nós acessamos telegrama com a finalidade de extrair conversas e fazer justiça, trazendo a verdade para o povo.
Segundo Greenwald, o primeiro dos contatos com a fonte ocorreu no início de maio. Ou seja, um mês antes da denúncia feita pelo Ministério da Justiça. Ele conta que foi apresentado à fonte por um intermediário, e reitera que todos os contatos foram feitos virtualmente. Greenwald também afirmou desconhecer a identidade do hacker, que teria extraído todo material do Telegram de Dallagnol.
“A fonte me disse que não pagou por esses dados e não me pediu dinheiro algum em troca desse conteúdo”, disse o jornalista. O material divulgado pelo Intercept foi compartilhado com VEJA e a Folha de S.Paulo, que também publicaram reportagens sobre os desvios de conduta do ex-juiz Sergio Moro e de membros da força-tarefa da Lava Jato na condução das investigações.

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