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Maia defende divulgação da Vaza Jato: “Constituição respalda”



Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu a publicação das mensagens que mostram o conluio entre juiz e Ministério Público; "Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não pode?", questionou; "Está mais do que claro, com respaldo da Constituição Federal, que não é crime"



247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), saiu em defesa da divulgação dos diálogos que mostram o conluio entre o ex-juiz Sérgio moro e procuradores da operação Lava Jato.


"Quando é para beneficiar um lado, é bacana, mas quando é para beneficiar o outro lado, aí não pode? Um vazamento de um documento sigiloso que foi entregue por um agente público a um jornalista é pior do que um hacker vazar uma informação?", disse Maia em entrevista à rádio Jovem Pan.

Maia lembrou o trabalho do Wikileaks, que divulga informações de fontes anônimas e que em 2010 publicou grandes quantidades de documentos confidenciais do governo dos Estados Unidos.

"Todo mundo divulgou o Wikileaks e, naquela época, ninguém viu problema. É claro que é crime, mas o jornalista que divulgou a informação não está errado. Está mais do que claro, com respaldo da Constituição Federal, que não é crime", disse ele. 


‘Sou contra vazamentos, mas o jogo foi jogado assim no impeachment da Dilma’, diz Maia



Do portal da Jovem Pan:

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comentou, em entrevista ao Pânico, nesta sexta-feira (5), o vazamento de supostas mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e a procuradores da operação Lava Jato. Maia ressaltou que é contra vazamentos, mas lembrou de quando uma conversa privada entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do PT, foi divulgada no “Jornal Nacional”, em 2016.
“Eu sou contra vazamento ilegal, uso ilegal de dados particulares, mas o jogo foi jogado assim inclusive para o impeachment da Dilma”, disse o parlamentar. “Naquela época, o impeachment da Dilma estava morrendo. Aquele vazamento foi decisivo”, explicou.
Na conversa divulgada pelo então juiz Sergio Moro à imprensa, a ex-presidente comentava com Lula que iria indicá-lo a ministro-chefe da Casa Civil para dar foro privilegiado a ele.

O deputado federal defendeu que não se pode dar “dois pesos e duas medidas” para essa situação.
“Quando o vazamento vai beneficiar um lado, é bacana, quando em tese vai beneficiar outro, aí não pode”, ironizou. Ele ainda se lembrou de dados do WikiLeaks. “Todo mundo publicou o WikiLeaks, não tinha problema”, disse.



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