(Foto: Marcos Corrêa/PR)

Do brasil247


"Não posso silenciar diante desse fato. Eu sou filho de um deputado federal cassado pelo golpe de 1964 e vivi o exílio com meu pai, que perdeu quase tudo na vida em 10 anos de exílio pela ditadura militar", disse o governador de São Paulo, João Doria, sobre a fala em que Jair Bolsonaro exalta um assassinato cometido durante a ditadura e que reabriu a discussão sobre seu impedimento

"É inaceitável que um presidente da República se manifeste da forma que se manifestou em relação ao pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz. Foi uma declaração infeliz", afirmou o governador de São Paulo, João Doria, do PSDB. "Não posso silenciar diante desse fato. Eu sou filho de um deputado federal cassado pelo golpe de 1964 e vivi o exílio com meu pai, que perdeu quase tudo na vida em 10 anos de exílio pela ditadura militar", disse ele.

A declaração reabriu a discussão sobre o afastamento de Bolsonaro. O movimento pelo impeachment já conta com o apoio do líder do PT, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), e de parlamentares do Psol, como Ivan Valente (Psol-RJ). "Não podemos mais tapar o sol com a peneira. Bolsonaro tem que ser impedido. Ele é um criminoso que idolatra genocidas, torturadores e ditadores. Ele e seu clã miliciano conduzem o país para um estado policial autoritário que corrói a democracia e as instituições da república", disse Pimenta. "Bolsonaro afirmou que sabe como desapareceu na ditadura o pai de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, e que pode revelar o caso. Ele está acobertando um crime que é sabedor e se torna cúmplice do assassinato de Fernando Santa Cruz. Quebra o decoro do cargo e deve ser impedido", afirmou Valente.