"Já está na hora de a imprensa parar de chamar Jair Bolsonaro de presidente da República. Ele não o é. Foi eleito para ser, esperava-se que fosse, mas se revela, cada vez mais, um autocrata. Ele despreza a República. Nunca foi, não é e não se comporta como um republicano", escreve o jornalista Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia
Do brasil247
Eu acho que já está na hora de a imprensa parar de chamar Jair Bolsonaro de presidente da República. Ele não o é. Foi eleito para ser, esperava-se que fosse, mas se revela, cada vez mais, um autocrata. Ele despreza a República. Nunca foi, não é e não se comporta como um republicano.
Sugiro que seja tratado, em reportagens, colunas ou editoriais como “ditador Bolsonaro”.
Embora ainda não tenha conseguido implantar a ditadura dos seus sonhos, ele não perde uma oportunidade, em suas palavras e em seus atos de lembrar que essa é a sua meta, pois todos seus atos, palavras e silêncios são autoritários. Não suporta ser contestado. Não suporta o contraditório.
Já está demonstrado que não consegue conviver com a democracia – nem a democracia com ele - porque é o regime em que a força do argumento prevalece sobre o argumento da força.
Ganha o debate político quem tem melhores argumentos.
Como argumentar não é o seu forte, dado o déficit em cultura geral, só lhe resta usar o argumento da força e resolver os problemas na base da ignorância, batendo na mesa e proclamando:
“Aqui mando eu”!
Um autoritário que age dessa forma dentro de casa pode provocar grandes desastres para a sua família.
Imagina a dimensão dos desastres quando é uma família de 210 milhões de pessoas.
E o pior é que em torno dele gravitam áulicos sempre dispostos a obedecê-lo cegamente.

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