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Num único dia, Judiciário brasileiro acumula quatro vergonhas






01 . Na terça-feira, 16.07, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, suspendeu todas as investigações no país contra o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente. 

As investigações suspensas são referentes a informativos do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, Coaf, que apontaram 48 depósitos recebidos pelo senador Bolsonaro, num total de R$ 96 mil, entre junho e julho de 2017. O Ministério Público do Rio abriu investigação contra o senador e o seu ex-assessor Fabrício Queiroz. 

02. A Justiça Federal do Distrito Federal arquivou uma ação popular que pedia uma liminar para impedir Jair Bolsonaro de nomear o filho e deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a Embaixada dos Estados Unidos. O argumento da ação é que a medida viola os princípios da administração pública.

03. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, se reuniu integrantes da Lava Jato, em Brasília. Em tese, a reunião seria para ouvir explicações de Deltan Dallagnol e Roberson Pozzobon sobre diálogos divulgados pela Vaza Jato, em que os dois estariam se beneficiando da Lava Jato para ganharem dinheiro com palestras e abertura de empresas em nome de suas esposas. Dallagnol participou do encontro e recebeu apoio institucional de Raquel Dodge.

04. A quarta vergonha do dia foi mais uma mensagem da Vaza Jato divulgada pelo jornalista Reinaldo Azevedo. Em 03 de agosto de 2016, Sérgio Moro e Deltan Dallagnol confirmaram um jantar com o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso. 

Moro – Está confirmado o jantar no Barroso?

Dallagnol – Ele acabou de confirmar. (…)

Dallagnol repassa a Moro mensagem recebida do ministro Luís Roberto Barroso:

“Caros Deltan, Moro, Oscar, Caio Mário e Susan: Tereza e eu teremos o imenso prazer em recebê-los para um pequeno coquetel/jantar em nossa casa, no dia 9 de agosto próximo, 3ª feira, às 20:30, em honra dos participantes do evento “,Democracia, Corrupção e Justiça: Diálogos para um País Melhor”. Será uma reunião em traje casual, com a presença limitada aos organizadores do evento, o que inclui membros da minha assessoria e poucos dirigentes do UniCEUB. Com máxima discrição. Na medida do possível, desejamos manter como um evento reservado e privado. Estamos muito felizes de tê-los aqui. (…) Deltan tem meu telefone e pode ligar em qualquer necessidade. Abraços a todos. Luís Roberto Barroso.” 

Imagem destaque: presidente do STF Dias Toffoli e senador Flávio Bolsonaro
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