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Garimpeiros sabem que contarão sempre com o silêncio de Moro e Damares para matar índios. Por Kiko Nogueira

A tribo Wajãpi



O Brasil nas mãos de bandidos empoderados por Bolsonaro e seus estafetas.


É isso o país hoje.


Milícias nas cidades e no garimpo estão bem representadas.


Um líder da aldeia Mariry, da etnia Wajãpi, no Amapá, foi assassinado a facadas no início da semana.


O cacique Emyra foi atacado enquanto voltava da casa da filha e o corpo encontrado dentro de um rio.


Um grupo de cerca de 50 garimpeiros ataca a aldeia desde a sexta-feira, dia 26.


Índios pedem, inutilmente, apoio das autoridades para retomar a propriedade.


O senador Randolfe Rodrigues gravou um vídeo denunciando o crime, secundado por Caetano Veloso, Marina Silva e outros.


“Estamos aguardando porque sem a resposta será tarde demais”, diz uma liderança Wajãpi num áudio.


“Mataram muito feio”.


Randolfe conta que “não houve nenhuma manifestação da Funai, nem foi possível contato com a Polícia Federal para ser tomada alguma providência”.


Em fevereiro, um cacique da etnia Tukano, de 53 anos, foi morto a tiros na casa em que morava em Manaus.


Homens encapuçados entraram o executaram na frente da esposa e de sua menina de 11 anos.


Não se ouve um pio de Damares Alves, a picareta dos Direitos Humanos, preocupada em construir fábricas de calcinhas no Pará.


Nada de Ricardo Salles, o ministro do Meio Ambiente, que faz propaganda da Chevrolet nas redes sociais.


Nem sombra de Sergio Moro, o comandante da Polícia Federal, que colocou seus homens para perseguir hackers em Araraquara numa ação em que ele era parte interessada.


“Mataram muito feio”.


Vão continuar matando porque contam com o fato de que nós continuaremos assistindo a tudo de braços cruzados.


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