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Operação no Rio deixa 60 mortos e reacende debate sobre violência policial


Entre as vítimas estão suspeitos de tráfico e dois agentes de segurança; governo defende ação e promete apurar excessos

© Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma operação das forças de segurança do Rio de Janeiro resultou na morte de pelo menos 60 pessoas, segundo informações divulgadas pela CNN Brasil e pelo G1. A ação teve como alvo o Comando Vermelho, principal facção criminosa do estado, e é considerada uma das mais letais da história recente do país.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, entre os mortos estão dois agentes de segurança e ao menos uma dezena de suspeitos apontados como integrantes do tráfico. A operação contou com a participação do Bope, da Polícia Civil e da Polícia Militar, com apoio aéreo e blindados.

O O Globo informou que as ações se concentraram em áreas dominadas pelo tráfico na Zona Norte e na Baixada Fluminense. Foram apreendidas armas de grosso calibre, drogas e munições.

O governador Cláudio Castro defendeu a ação, afirmando que “o Estado não recuará diante do crime organizado”. Já a Defensoria Pública e entidades de direitos humanos criticaram o número de mortos e cobraram investigação independente para apurar eventuais abusos.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o alto número de vítimas indica falhas na coordenação das forças de segurança e falta de planejamento estratégico. O sociólogo Ignácio Cano classificou o resultado como “preocupante e contraproducente”.

O clima é de medo nas comunidades atingidas, com relatos de escolas fechadas, transporte interrompido e moradores isolados por horas.

O caso reacende a discussão sobre o modelo de policiamento no Rio e a necessidade de políticas que combinem repressão e inteligência, sem elevar o custo humano das operações.

Fontes: CNN Brasil, G1, O Globo, BBC Brasil.

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