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| © Valter Campanato/Agência Brasil O presidente da República, Jair Bolsonaro, ao lado do filho, o senador Flávio Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto - 24/06/2019 |
Do msn
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) nesta segunda-feira, 22. Segundo ele, uma a uma as acusações contra o filho já foram resolvidas. E destacou que “está sobrando apenas ouvir o Queiroz. Mais nada”.
No caso dos vários depósitos de 2.000 reais que supostamente seriam uma forma de fugir do Coaf, o presidente defendeu: “Esse depósito feito por envelope o limite é de 2.000 reais. Não sei quantos, talvez alguns milhões de depósito são feitos por semana nesse sentido”, disse. No caso da compra de 19 imóveis vendidos tempos depois, o presidente apontou que o valor estimado não era verdadeiro.
Na última terça-feira, o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, suspendeu todas as investigações a respeito de Flávio e seu ex-assessor Fabrício Queiroz baseadas no compartilhamento de dados bancários e fiscais com o Ministério Público sem autorização do Poder Judiciário. A decisão, tomada no curso de um Recurso Extraordinário que corre em segredo de Justiça, vale em todo o país e se estende a qualquer pessoa investigada na mesma situação do parlamentar.
O senador, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de um procedimento de investigação criminal aberto pela promotoria estadual no ano passado, com base em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontam movimentações atípicas do ex-assessor.
Suspeito de ser o operador do esquema conhecido como “rachadinha”, Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018. Ao longo de 2016, o ex-assessor movimentou 1,2 milhão de reais em sua conta bancária, com uma série de saques e depósitos fracionados considerados atípicos pelo Coaf.
Flávio e Queiroz tiveram seus sigilos bancário e fiscal quebrados por determinação da Justiça. Reportagem de VEJA mostrou que, ao solicitar a medida, o MPRJ apontou indícios de que Flávio Bolsonaro tenha utilizado a compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro para lavar dinheiro.
Embaixada
O presidente também voltou a defender a indicação do outro filho Eduardo Bolsonaro, para a embaixada brasileira em Washington. “Aguardo o retorno dos Estados Unidos”, disse. Questionado se, então, o contato já havia sido feito, ele afirmou achar que sim.
A oposição ao governo no Senado conta com os 41 votos suficientes para impedir a nomeação do filho mais novo de Bolsonaro. O senador Randolfe Rodriges (Rede-AP), líder do bloco, reconhece que a atuação do Palácio do Planalto pode mudar o cenário e avalia que o fato de o voto ser secreto beneficia o plano de Bolsonaro de emplacar seu filho no principal posto da diplomacia brasileira no exterior. Para evitar isso, ele planeja fazer com que os senadores que votarem contra anunciem seus votos — uma forma de constranger aqueles parlamentares que ficarem em silêncio.

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